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Acordo sobre a abolição de celas de gestação utilizadas na cadeia produtiva da carne suína


Em parceria com o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA), a Papel Social realizou uma incansável campanha de negociação, junto a maior produtora de carne suína do Brasil, a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão. O objetivo era acabar com as gaiolas de ferro que geravam um sofrimento extremo aos animais utilizados na produção de carne suína.

No Brasil, a produção de carne suína ainda é feita mediante um processo que causa extremo sofrimento aos animais. Confinadas em gaiolas de ferro, onde mal podem se mexer, as porcas reprodutoras têm uma existência marcada pela dor e pelo sofrimento. São cerca de 1,7 milhões de porcas, em diversas regiões brasileiras, que vivem em um sistema de confinamento ultrapassado, extremamente cruel, já proibido em mais de 30 países ao redor do mundo e abolido por diversas grandes empresas, que não admitem o sofrimento extremo de animais em suas cadeias produtivas.

A campanha que mudou a BRF foi conduzida por duas organizações: a Papel Social e o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA), ONG que congrega mais de 100 organizações de proteção animal, em todo o Brasil.

O diretor executivo da Papel Social, Marques Casara, conduziu as negociações. Do outro lado da mesa, esteve à frente das negociações o Diretor Executivo Global de Assuntos Corporativos da BRF, Marcos S. Jank.

Após seis meses de negociação, BRF/Sadia comprometeu-se a abolir as celas de gestação utilizadas na cadeia produtiva da carne suína. A empresa pediu 12 anos para se adequar.


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