Pesquisas

Escravos do Aço


A pesquisa Escravos do Aço, publicada na sexta edição do Observatório Social Em Revista abordou uma face até então pouco conhecida da cadeia produtiva do aço: o emprego de mão-de-obra escrava na produção de carvão para as siderúrgicas que exportam ferro gusa. Um sistema arcaico que alimentava um mercado de produção globalizada, com uso intensivo de energia, tecnologia e capital, sem se importar com as vidas humanas.

A violação de um direito fundamental do ser humano, a liberdade, mais de um século depois de abolida a escravidão oficial no Brasil, foi denunciada como um crime praticado com a quase certeza da impunidade, principalmente em áreas de difícil acesso na Amazônia.

Realizada para o Instituto Observatório Social, a pesquisa Escravos do Aço teve grande importância na criação do Pacto Nacional Pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil.

Em 2004, no interior da Amazônia, a Papel Social encontrou carvoarias com trabalhadores vivendo em regime de escravidão. O carvão produzido por essas pessoas era usado nas principais siderúrgicas da região Norte. Esse mesmo carvão entrava na cadeia produtiva das maiores siderúrgicas do mundo. A pesquisa foi publicada em junho de 2004. Em agosto, motivada pela pesquisa, foi lançada a Carta-Compromisso Pelo Fim do Trabalho Escravo na Produção de Carvão Vegetal. O documento foi assinado por grandes siderúrgicas e por organizações classistas como CUT e FIESP. A pesquisa contribuiu para erradicar o trabalho escravo da cadeia produtiva de diversas empresas.
Em maio de 2005, pouco menos de um ano depois da publicação de Escravos do Aço, foi lançado o Pacto Nacional Pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil.

Em março de 2009, durante o lançamento da plataforma digital de monitoramento do trabalho escravo, no auditório da Bovespa, Escravos do Aço foi publicamente citada por sua contribuição no processo que culminou no Pacto Nacional do Trabalho Escravo.

Baixe aqui o PDF.

 


Conheça os resultados desta pesquisa:


No interior da Amazônia, a Papel Social encontrou carvoarias com trabalhadores vivendo em regime de escravidão. O carvão produzido por essas pessoas era usado nas principais siderúrgicas da região Norte. Esse mesmo carvão entrava na cadeia produtiva das maiores siderúrgicas do mundo. Motivada pela pesquisa, foi lançada a Carta-Compromisso Pelo Fim do Trabalho Escravo na Produção de Carvão Vegetal.

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